Aconteceu comigo

 Amor ao próximo.

O amor ao próximo está muito escasso nestes Últimos Dias:

Após eu ser batizado com o Espírito Santo na primeira igreja… os missionários americanos, Adam Johnson e Dave Branca, me ensinavam à doutrina da Igreja de Cristo (Mórmon); e depois de eles me darem uma palestra, eu os acompanhei até o portão…

Em seguida, à frente de minha casa, eu vi uma senhora idosa sentada em uma pedra e encostada num poste, e ela estava em adiantado estado de embriaguez; havia ainda, várias crianças e alguns adultos que lhes jogavam pedras e atiçavam cães ferozes para mordê-la, num ato desumano e cruel.

Comovido e triste com a situação dela naquele instante, eu, então, fiquei de cócoras… e sem pensar no que estava fazendo, abaixei a cabeça e orei com a mente:

— Senhor, é triste ver uma pessoa nesse estado tão deprimente. Por favor, Deus, eu ti peço que envie alguém para socorrê-la; pois, ela sofre demais.

Após terminar minha rápida oração, eu que ainda estava de cócoras, surpreendi-me ao ver que todas as pessoas, inclusive os cachorros, que estavam em volta daquela velha senhora, haviam sumido. Porém, o meu espanto aumentou demais, quando eu a vi abrir os olhos tétricos, e fitar os meus; e, em seguida, ela instantaneamente se levantou como se alguém lhe sustentasse pelos braços… — creio anjos — e caminhou em minha direção…

Fiquei estarrecido com a cena, pois antes de abrir os olhos, ela mal conseguia mover sua cabeça, devido ao seu alto estado de embriaguez.


Contudo, ao chegar à minha frente, ela se mostrou uma pessoa bondosa e suplicou:

— Dá-me alimentos, pois eu estou com muita fome.

Prendi um pouco a respiração, pois ela exalava um forte teor alcoólico. No momento eu vi que algumas pessoas me olhavam num bar em frente, mas não me importei com eles.

— Entra em minha casa, senhora…

Em seguida, ela se sentou num dos blocos que circundavam pequenas pedras para alvenaria e, então, Louise apareceu na porta.

— Faça um prato para que ela se alimente [Mt. 25:34-46].

Louise o preparou e ela se alimentou, enquanto a olhávamos.

Ainda exalando um forte teor alcoólico, ela após se alimentar, me beijou a face e a tocava me agradecendo e chorando:

— Você é muito bondoso sabia. Eu estava com muita fome e puf no chão…

De súbito, ela caiu em cima das pedras e começou a se debater freneticamente… então, eu discerni que em seu corpo, havia um espírito que me transmitia paz, um anjo; pois, com uma voz feminina meiga e compassiva, me suplicou:

— Salva ela. Não a deixe continuar sofrendo assim. Salva ela. Você pode! Hoje é, e será, o último dia de vida dela, se você não salvá-la. Ela está sofrendo assim, porque a cunhada dela fez feitiços para destruí-la. Você pode salvá-la. Você pode!

Nesse momento, eu olhei para a Louise que nos observava muito assustada.

Em seguida, para a nossa surpresa um espírito maligno se manifestou no corpo dela e, Louise correu...

— Maldito, a alma dela me pertence e você não irá salvá-la.

O demônio estava muito furioso comigo… sem eu ao menos saber o que fazer. Mas, o sentimento de revolta que eu tive naquele instante, foi impressionante; pois, eu, que até esse dia, pouco havia enfrentado demônios; ao vê-lo lutar comigo em cima das pedras… e me insultando:

— Filho de puta, veado, corno, etc. Tu não vai conseguir salvá-la.

Isso aguçou o meu desejo de ajudar à senhora, de tal modo que, esbravejei:

— Você não irá destruí-la. Pois, eu a salvarei! Meu Senhor e Deus... me envie dois anjos nesse instante à minha casa... para que eles conduzam esse demônio, um em cada lado do corpo desta senhora, e a leve a — primeira — igreja para ser liberta. Deus, honra a minha fé.

— Maldito, o demônio gritou ainda mais furioso.

Em seguida, os braços dela foram envolvidos por uma força invisível que, instantaneamente lhe levantou o corpo do chão...

— Presta atenção demônio maldito: há dois anjos te erguendo os braços, e eles te conduzirão até a igreja. — falei.

— Louise, eu vou empurrando a bicicleta, pois na volta terei que ir às pressas para o serviço; e saí…

A cena foi Incrível: eu ia à frente do demônio que estava de braços abertos no corpo e me insultava com todas às espécies de palavrões; e no caminho, uma viatura policial vinha em nossa direção... aí, eu olhei para trás, e vi o demônio ainda me xingando, e pensei:

— Meu deus, se os policiais nos parar, como é que eu vou lhes explicar o que está acontecendo?

Porém, parecíamos ter ficado invisíveis aos olhos deles, pois passamos pelos mesmos que nem ao menos olharam para nós.

Ao chegarmos ao estacionamento da igreja, o demônio saiu do corpo antes de entrarmos no salão. Então, um casal de obreiros veio ao nosso encontro...

— O que está acontecendo?

Enquanto lhes explicava os fatos, eu discerni o demônio sorrindo e me olhando com desdém, igual os obreiros também faziam naquele instante.

— Vocês não estão vendo o demônio zombando de mim no corpo dela?

Nessa época,  — ano de 1995 — nem eu sabia que tinha o dom de discernir os espíritos.

— Senhor, não há nada no corpo dela. Solte-a, e vá para casa descansar...

— Não. Ela está possuída! Vocês não estão vendo o demônio sorrindo no corpo dela?

Os obreiros devem ter pensado que eu estava amalucado, e tentaram tomá-la dos meus braços.

— Solte-a, o senhor a está machucando.

Irritado com a atitude dos obreiros, eu gritei:

— Não vou soltar porra nenhuma. Demônio... Manifesta-te por completo!

Então, para a surpresa e susto dos obreiros, o demônio se manifestou:

— Não. Maldito, você me paga!

— Eu falei que ela estava possuída! Acreditam em mim agora? — gritei.

— Mas... o que você quer que nós façamos com ela?

Libertem-na! Pois eu estou muito atrasado ao serviço — e não estava em jejum [Mt. 17:21].

Em seguida, eu a entreguei aos obreiros e retornei para casa muito irritado com a atitude deles; pois, antes não me deram crédito.

Sete dias depois, eu encontrei a mesma senhora idosa caída embaixo de uma marquise, e ela parecia estar embriagada; mas, desta vez não pude ajudá-la, senão me atrasaria outra vez ao trabalho. Porém, eu fiquei feliz ao vê-la, pois às palavras do anjo no corpo dela haviam dado resultado; afinal, eu consegui salvá-la da morte naquela tarde.

Anos depois, o anjo Madalena me revelou:

“Para todos os homens existe um dia marcado para morrer. Mas... esse dia poderá ser Adiado, se eles estiverem Protegidos”.

Tidebuy WW

A fé do Sr. Fernando.

No ano de dois mil e seis, eu tive outra experiência:

A minha esposa Alessandra e eu, às 21 horas, retornávamos da casa da irmã dela... Mas, no caminho, eu avistei um homem caído num gramado e...

— Espera, Alessandra. Cismei com aquele homem!

Então, fui rapidamente ao mesmo, pois senti que ele necessitava de ajuda.

— Senhor?

— Hum?

— Tudo bem? Qual é o teu nome?

— Fernando.

Ele mal conseguia falar, e se mover.

— Posso lhe ajudar em alguma coisa?

— Sim. Eu estou com muita sede.

— Não apareceu ninguém aqui para lhe ajudar?

— Não. Eu estou caído aqui desde o início da tarde... sinto fraqueza e uma forte dor no estômago, pois estou sem me alimentar.

— Eu voltarei logo.

Após saber como ele estava, eu resolvi deixá-lo lá, e retornei cerca de quinhentos metros com a Alessandra... até à casa da irmã dela, onde pedi alimento e água para sustê-lo; e retornamos ao local.

O que mais me impressionou no retorno, foi ver aquele homem emagrecido caído no gramado da rodoviária do Guarujá, tomando grande quantidade de água, a ponto de quase se engasgar. Além disso, me admirei ao ver que ele estava cerca de cem metros de um pronto-socorro, e a mesma distância da primeira igreja, e não apareceu nenhuma pessoa para ajudá-lo.

Em seguida, tivemos este diálogo:

— Sr. Fernando? O senhor soube que quando Jesus Cristo esteve na Terra, Ele conferiu autoridade aos Apóstolos, e lhes mandou curar todas às espécies de enfermidades?

— Sim. Eu sei disso! O Senhor Jesus era muito bom [Mc. 16:14-18].

— O Senhor acredita que eu tenho à mesma autoridade, e que posso curá-lo dessa úlcera e gastrite que tens em teu corpo?

Alessandra e o Fernando, ficaram espantados; pois, ele ainda não me havia dito nada sobre essas doenças que realmente havia em seu corpo. — falei por inspiração divina [Jo. 14:22-26].

— Sim. Eu creio que tu podes me curar!

Em seguida, ele se deitou no gramado... como se já esperasse pela benção de Deus nessa noite. Creio que Ele — Deus — ouviu suas preces feitas à tarde.

Em seguida, eu o abençoei.

— Sr. Fernando? Veja agora se ainda há sinais das doenças em teu corpo.

Ele mesmo apalpou o estômago várias vezes... depois, disse sorrindo:

— Não há mais nenhum sinal das doenças. Até a forte dor que eu estava sentindo no peito passou.

Dias depois... eu o vi conversando alegremente com outro morador de rua, e a sua aparência estava ótima, ele até havia engordado um pouco.

Meses depois... eu ia ao centro da cidade... e vi uma pessoa sentada numa calçada e sorrindo para mim, era ele.

— Lembra-te de mim?

— Sim. Foi o senhor que àquele dia me abençoou.

— Tudo bem contigo?

— Hoje eu estou muito bem! Uma assistente social me ajudou a tirar todos os meus documentos, e até dentes novos ela me doou. Mas, eu vou ter que me operar de uma nova úlcera.

— Sério?

Em seguida ele me agradeceu pela ajuda, conversamos algo mais, e desde esse dia eu não mais o vi.

Boutiquefeel WW

O crânio estourado.

No dia dezenove de janeiro do ano dois mil e sete, Alessandra foi passar uma semana na capital, e eu fiquei sozinho em casa.

Três dias depois... ao voltar do trabalho, eu passava ao lado de uma calçada; e a uns cinquenta metros à frente, vinha um morador de rua em minha direção... Mas quando ia passar por mim, ele repentinamente rodopiou o corpo e caiu com violência no asfalto. Eu ouvi o estalo — puf — do seu crânio ao romper-se na queda.

— Será que ele está possuído pelo demônio? — pensei.

Então, desci rápido da bicicleta, e ao me aproximar, vi que ele estava tendo um ataque epiléptico; e corri em sua direção para ajudá-lo... Aí, para que ele não mais se ferisse, eu segurei com as duas mãos à cabeça dele que sangrava, pois, o mesmo se debatia muito no solo; então, notei seu rosto muito deformado, em virtude das frequentes quedas que, provavelmente, ele devia sofrer com a manifestação da doença.

Enquanto o segurava por alguns minutos... tive grande compaixão ao vê a deformação no rosto dele, e o sangue esvair-se de sua cabeça; e absorto nos pensamentos, me perguntava [Jo. 13:34, 35]:

— Meu Deus. Como pode uma pessoa viver neste mundo em meio a tanto sofrimento? — Agravada à situação dele, por ser um homem negro e morador de rua.

Em seguida, percebi algumas pessoas passando no local, mas, apenas um deles, que também vivia nas ruas; teve a mesma atitude de socorrê-lo.

— Ele é um amigo meu, já o vi cair outras vezes, e sei até o que fazer quando isso acontece. — disse o amigo que pôs o corpo desfalecido no colo.

Vi outras pessoas se aglomerando e…

— Por favor, alguém chame uma ambulância para socorrê-lo, pois eu não posso soltar a cabeça dele — a segurava com o boné do mesmo para estancar o sangue; e fiquei assim, por uns trinta e cinco minutos. Até que, uma ambulância chegou ao local e o levou ao pronto-socorro; o amigo acompanhou-o [Jo. 15:13, Lc. 10:25-37].

Ao chegar a minha casa, depois de uma exaustiva noite de trabalho, e de ter passado por essa experiência; me preparei para dormir. Mas enquanto tentava, eu não conseguia tirar de minha mente à imagem do rosto deformado daquele homem. Porém, quando finalmente eu consegui dormir, creio, imediatamente após ter começado; de olhos fechados me levantei rapidamente... pois, senti a minha boca se encher de uma espécie de saliva espumosa, que ia escorrendo e me molhando em volta dos lábios; a qual, me fez sair correndo ao banheiro para despejá-la na pia sanitária.

Não era vômito. Eu senti que o líquido havia saído, junto com a epilepsia, do corpo daquele homem, no momento em que lhe segurei a cabeça; e me compadeci dele. Deus lhe havia tirado a doença, através do meu corpo!

Dias depois... eu, de bicicleta retornava novamente do trabalho... e vi o mesmo homem passando próximo ao local onde noutrora havia caído, ele sorria e falava consigo mesmo, e carregava um saco cheio com latinhas recicláveis para vender e conseguir seu sustento.

Tmart WW

O frio da moradora de rua.

No ano de dois mil e dez, estávamos eu, a Alessandra, e aquele que diz ser o pai dela, conversando na cozinha, naquela noite fria de inverno da capital de São Paulo; o meu filho Michel, corria pela casa...

Então, a irmã de Alessandra e a sobrinha dela, chamaram no portão.

— Abra-o para mim Joel, pois eu estou ocupada. — disse Alessandra.

Fui até lá... e ao abrir o portão, vi passar uma moradora de rua com os braços cruzados; ela nada falou, apenas olhou para nós, e abaixou a cabeça.

— Moça? Espera.

Ela parou, e olhou para mim, batendo o queixo em demasia...

— Você está, com frio?

Pergunta idiota, à que eu fiz, afinal, eu estava agasalhado dentro de casa, e não sentia frio; e ela com short e camiseta rasgada, e descalça pelas ruas.

Ela balançou a cabeça em afirmativo, e veio em minha direção...

— Meu Deus. Toma. Se vista.

Eu, sem hesitar, tirei a minha blusa do corpo e dei a ela, e então, com rapidez também cruzei os braços; pois, estava sem camisa por baixo; daí senti o mesmo frio que a moradora de rua sentia naquele momento [Mt. 5:7].

— Vá rápido lá dentro Andressa, — a sobrinha — e peça a tua tia para mandar um copo de café com leite e dois pães para alimentá-la.

Ela foi, e voltou com o alimento, o qual, a moradora de rua saiu comendo. Depois, eu e elas — mãe e filha — entramos em casa.

— Mas, onde está a tua blusa homem? — disse a minha esposa Alessandra, ao me ver com os braços cruzados.

Então, expliquei a ela o que aconteceu e…

— Achei bonito o que o Joel fez! — disse a minha cunhada, e irmã de Alessandra.

Porém, o pai dela que se dizia ser um homem rico, sem ser, reprovou.

— Por mim esses drogados morrem tudo, e queimem no fogo do inferno, etc. — palavrões [Lc. 16:19-31, Mt. 15:18-20].

Eu nada falei, pois, estava na mesma casa alugada por ele. Três anos depois, descobrimos que o meu “sogro” é usuário de drogas.

Embora eu tenha agido por impulso nesta noite, estais alertas todos vós; pois, um simples gesto de misericórdia, pode salvar muitas almas do sofrimento.

Se desejares saber mais sobre outras experiências espirituais que vivi, confiram este meu outro site...