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Infernum Revelatum

A LIBERTAÇÃO DA ALMA DE MARIA MADALENA

O ser humano nunca ouviu falar, nem as escrituras relatam, se realmente o Inferno existe; então, resolvi postar na íntegra, como recebi o ensino dado pelo o anjo Maria Madalena, sobre este tema. Cabe a mim informá-los, que ela o me deu, antes de ser liberta de lá, do Inferno; contudo, pelo o fato de ocupar muitas linhas, o texto foi adaptado para atender às necessidades deste site; o ensino, faz parte de um livro meu não publicado.

Os meus registros serão melhores compreendidos, se forem lidos, folheando estas Escrituras Associadas:— A Bíblia Sagrada

O Livro de Mórmon

Doutrina e Convênios (sigla: D&C); e Pérola de Grande Valor: livros associados de Moisés (sigla: Mois.) e Abraão (sigla: Abr.)

Os três últimos livros são oriundos da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

A alma de Maria Madalena veio a mim em busca de socorro... no dia 12 de março do ano de 1996:

Eis que, dentre todas as experiências que tive na vida, esta foi a mais incrível até esse dia. A história completa pode ser conferida no vídeo ou no texto abaixo:

Cheguei do meu trabalho noturno e desejei dormir logo. Porém, Louise teve que sair com urgência... e eu tive que ficar com as crianças. A ex então pegou as filhas às 13 horas e, enfim, eu pude dormir.

Acordei às 16h04 e pensei que Louise não tinha chegado. Então, fui à sala assistir à televisão com os dois filhos dela, e vi que ela dormia no sofá.

O filme acabou às 17 horas, e dois minutos depois, olhei para ela e notei que parecia ter um pesadelo. Portanto, mandei as crianças irem brincar no quarto e me aproximei de Louise... e pus a mão direita sobre sua cabeça e orei... Então, ela ficou possessa por um demônio; o qual, com rapidez, puxou minha mão, sentou-se no sofá e me deu as costas:

— Qual é o teu nome?

— Não posso te revelar. Tire as crianças da casa. — meio atordoado atendi ao seu pedido.

— Quem te mandou aqui?

— Lúcifer, a mando da tua ex-concubina que quer matar essa aqui — Louise. Mas eu não quis matá-la, pois ela não merece.

— Faz muito tempo que você está nesta casa?

— Há alguns dias, mas eu não quis fazer o mal à tua esposa Joel; ela não merece isso.

— De certa forma, você também não pode, não é mesmo? O Meu Deus não deixaria.

— Não. Você está com medo de mim, Joel?

— Depois das coisas que me aconteceram, não tenho medo de nenhum deles. — demônios. Nada mais neste mundo me surpreende!

— Eu sei que já aconteceu muita coisa! Está vindo um anjo nesta casa, não está?

— Sim, está! Posso ti fazer uma pergunta?

— Pode! Se tiver ao meu alcance e me for autorizada, eu responderei.

— Qual é a verdadeira intenção da ex, pois ela jamais me terá de volta?

— Tua ex quer tirar a vida desta aqui — Louise — de qualquer maneira, pois ela pensa que se isso vier a acontecer... você vai se sentir sozinho e vai voltar para ela. Mas só ela pensa isso entendeu: tu não voltarás, mas ela está achando que sim.

— Ela ainda está sendo ajudada pela família?

— Sim!

“Além das feiticeiras que a ex procurava... havia um orixá movido pela cachaça... incorporando sempre no corpo da mãe da ex... e orientando a filha. Noutrora este orixá me falou que ia quebrar minhas pernas, se eu não fizesse o que ele queria. Como não fiz, antes mesmo de me separar da ex, o orixá juntou-se a outros demônios que também possuíam o corpo da velha... e, passaram a me lançar ameaças e feitiços... quais só afetavam à Louise.

Porém, anos depois, a mãe da ex levou um tombo e passou a andar apoiada num cabo de vassoura, pois bateu o cóccix no chão e machucou a perna. — o orixá não desejou quebrar a minha? Sofrendo em demasia, ela passou até a usar fraldas geriátricas; e, segundo falou a neta dela, a avó pedia à morte logo, porém ela tardava a vir. Quando finalmente em sofrida velhice ela morreu, — ano 2013 — as netas dela, diziam com ênfase despudorado:

“Minha avozinha querida, tu que eras “tão boa” , agora fostes levada para o “céu” ao lado de Deus. Pedimos-te então que ores por nós e proteja. “Saudades”.

Infelizmente, creio que a avó delas não pôde pedir nem por ela mesma, pois fora posto cativa, a correntes nas Trevas; igual a mãe de uma conhecida – que faz parte de uma outra história”.

— Acreditas no que te falo, Joel?

— Sim, estou acreditando, mas não estou com nenhum medo de você.

Nesse instante notei que o ser estava receoso diante de mim.

— Posso me sentar?

— Sim. — respondi. Pode.

— Você pode me dar um copo de água, Joel?

— Sim, posso! — fui pegar a água e retornei:

— Por favor, coloque o copo com água no braço do sofá, para evitar que tu me toques. — assim o fiz.

Você não pode me tocar Joel, pois, se isso acontecer, quando voltar ao inferno eu vou sofrer muito.

Tu entendeste, por que eu puxei a mão dela?

— Agora entendi. Se eu te tocar e você voltar, tu irás sofrer por ter falhado na tua missão?

— Isso, eu terei que pagar pelo meu fracasso.

— Obrigada, você é muito bom, sabia? — o ser ingeriu a água. Eu fui mandada para tirar a vida dela, — Louise — mas não farei isso. Ao voltar direi a Ele — Lúcifer — que não pude cumprir a missão. Os outros — demônios — vêm para a terra e cumprem o que lhes for designado, mas eu não faço o Mal a ninguém. Estou lá no inferno porque Ele — Lúcifer — praticamente me levou para lá. Não foi por minha vontade.

O ser continuava receoso e com muito medo que eu tocasse no seu corpo.

— Pode me dar mais água? Você não sabe há quanto tempo eu não sei o que é água, pois Ele — Lúcifer — nos deixa enjaulados e sem comer e beber por muitos dias.

— Você está acreditando em mim Joel?

— Posso, estou! Tu foste o único — demônio — que não me fez mal, mas os outros? — falei sem discernir, pois noutrora ela intentou enquanto eu dormia, porém o meu Espírito celeste... ergueu-se do corpo com a intenção de combatê-la.

— Então, por que você não olha para mim?

— Não vai te prejudicar se eu olhar nos teus olhos? Pois os outros — demônios — que vieram antes, não podiam fitar os meus. — para não serem discernidos no corpo.

— Não, você só não pode me tocar! Essa casa tem uma paz tão grande, sabia?

— Sim, eu também sinto isso.

Enfim, transmiti confiança ao ser que deixou o receio de lado e...

— Você se importa que eu fume os cigarros dela? — Louise.

— Não, meneei a cabeça.

Então, ela me concedeu estas revelações (numeradas):

1 O destino da ex já está traçado e eu não posso mudá-lo. — o ser não me revelou o que irá acontecer com a ex.

2 O ser ainda dominado por Lúcifer não permitiu que eu tocasse em seu corpo, pois o Meu Deus havia me conferido o Espírito Santo; portanto, se houvesse um único toque entre nós... quando voltasse ao inferno o ser sofreria muito, por que Lúcifer saberia que houve combate entre nós e que ela havia falhado em sua missão.

3 A permanência do ser em minha casa nessa tarde, só ocorreu porque Ele — Lúcifer — estava ocupado e não pôs nenhum demônio para vigiá-la.

4 Os espíritos cativos sofrem muito no inferno. Ele — Lúcifer — os deixa enjaulados e queima muito com fogo [Jo. 15:6, D. & C. 43:33, 29:28, 63:17, 76:32-36, 44, 103-105, Al. 12:16-17, 5:32-36].

5 O ser que me concede revelações, é uma mulher, o corpo espiritual dela está todo queimado, mas eu não posso vê-lo através do de Louise. Iguais ao dela, estão os corpos dos outros cativos no inferno.

6 Os espíritos cativos sofrem muito no inferno. Ele — Lúcifer — os deixa enjaulados como animais e queima muito com fogo. Assim, ficam enjaulados e sofrendo; até que, em certo tempo, eles são mandados à terra para fazer o Mal. Se não cumprem as ordens Dele — Lúcifer — eles sofrem; e também se cumprirem... sofrerão do mesmo jeito. O sofrimento é eterno [Mórm. 9:4].

7 Os outros demônios vêm para a terra e cumprem o que lhes for designado. Mas, o que estava no corpo de Louise nessa tarde, — e fez uma descrição de como é o inferno — revelou não fazer o Mal a ninguém, e que ela havia sido levada cativa, não por vontade própria; porque Ele — Lúcifer — praticamente a subjugou e levou para lá; esse mesmo destino terão muitas pessoas na Terra [Al. 12:17, 40:13, 2Ne. 9:16, 45-46, 28:19-23, Mos. 16:2-5, He. 14:30-31].

8 Existem muitos espíritos cativos querendo sair do inferno... e tornar-se livres do Poder de Lúcifer. Mas, é praticamente impossível que eles sejam libertos. — exceto alguns escolhidos.

9 Os anjos de luz têm asas; e os seres das Trevas, não. Eles não têm asas, e quando se apossam de um corpo, eles vêm em formato do corpo de um homem. O anjo que vem à minha casa tem asas, mas eu não posso vê-las.

10 Foi o próprio Lúcifer, quem me provocou aquela terrível dor nas costas; também, foi Ele o “ser negro” que Louise viu à sua frente noutrora.

11 Os seres das Trevas continuarão a vir à minha casa... molestar a mim e a Louise, e virão até quando for necessário. — pois, eu ainda estava sendo Aperfeiçoado. Porém, iriamos ter paz [1Pe. 4:12-19, D. & C. 122:5-8, 29:39, Al. 42:4, 2Ne. 9:27, 29, Mt. 5:3-12].

12 Tirar a vida de um ser humano, esse é o maior pecado que um homem pode cometer perante o Meu Deus. Não obstante, muitos incorrem nesse erro; sujeitando seus espíritos ao inferno após a morte [D. & C. 42:18, 79, Mois. 5:39].

— Tu estás acreditando em mim Joel?

— Sim, estou!

— Eu estava enjaulada, mas apareceu esse trabalho — destruir Louise, e Ele, Lúcifer me mandou cumpri-lo. Mas eu não quero fazer o mal; e ela — Louise — não merece isso. Eu dei muita sorte de ter vindo à tua casa, sabia? Pois você pode me ajudar a sair de Lá — do Inferno.

— Eu posso, tem certeza?

— Sim, pode! Eu preciso de tua ajuda [Is. 42:1-8, 49:3, 9]. Há alguns dias eu estou na tua casa, mas só estava esperando uma oportunidade para falar contigo... e ela surgiu hoje. Eu tive sorte de ter vindo à tua casa, porque você acredita em tudo.

— Você acha, ou tem absoluta certeza?

— Só você pode me ajudar a sair de lá [Is. 42:1-8, Jo. 8:36], Joel.

— Existem outros demônios querendo sair do inferno, igual a você?

— Sim, muitos! Quando o anjo vier, pergunte a ele sobre mim. Ele vai te falar quem eu sou e o que fazer para me ajudar.

— Tudo bem, então eu vou pedir para ele vir mais cedo e irei te ajudar.

O espírito ficou alegre e me pediu mais água e cigarro e eu os dei.

— Esta casa tem muita paz... ao contrário do lugar para onde vou — inferno. Você está com medo de mim Joel, está me acreditando?

— Não estou com medo, mas acredito em você e vou te ajudar.

— Contando essa experiência, ninguém acredita, não é mesmo?

— Verdade, é difícil para as pessoas crerem em algo que desconhecem.

— Você não pode falar o que acontece com vocês a outras pessoas. Pois não irão crer e lhe chamarão de louco. Conte apenas a ela — Louise.

— Eu não contarei, ficará aqui mesmo.

— Você pode me dar mais água? Tu não sabes há quanto tempo eu não bebia este precioso líquido, pois Ele — Lúcifer — nos deixa sem comer e beber por muitos dias no Inferno [Lc. 16:19-31].

— Tome, beba.

— Grata.

— Me ajude Joel, pergunte ao anjo o que fazer, eu sinto que Ele vai falar.

— Ele vai! — eu senti arrepios no corpo.

— Me ajude, e eu também te ajudarei muito, em tudo.

— Quando você sair das Trevas, não é mesmo?

— Sim, me ajude e eu te ajudarei muito.

— Se tu puderes, diz-me se o Meu Deus tem um trabalho a ser realizado por mim, pois eu sinto isso?

— Sim, Tem um grande trabalho... muito grande e bonito, muito bonito! Eu estou falando demais, não estou Joel, você quer que eu vá embora?

— Não, fique à vontade, desfrute um pouco desta paz em minha casa, antes de voltar para as Trevas.

Em seguida, o espírito me pediu mais água e cigarros... e me revelou coisas que aconteceram na vida dos meus familiares. Depois falou:

— Tenho que retornar — ao inferno. Quando lá chegar, direi a Ele — Lúcifer — que não pude cumprir a missão. Sei que vou sofrer dizendo ter falho, mas eu estou muito feliz. Tu deves falar com o anjo, ele dirá tudo a meu respeito. Quando vocês se deitarem na quinta-feira, Louise dormirá logo, mas não se preocupe, pois, o anjo chegará neste momento. Ajude-me Joel, me ajude; e eu também vou te ajudar muito, em tudo. Por que o Teu Deus que também será o Meu Deus, Tem um grande trabalho a ser realizado por ti Joel... muito grande e bonito, que se realizará no futuro!

— Falarei com o anjo... e sinto muito pelo local que tu vais voltar — ao inferno.

— Sinto que na semana que vem eu estarei livre daquele lugar.

— Senti arrepios no corpo, sinal que você estará livre. Prometo que te ajudarei!

— Preciso ir Joel, não a force a ir à igreja que tu frequentas, pois Louise tem tendência católica, tchau.

O espírito que esteve em minha presença nessa tarde estava em grande sofrimento e desespero; ela não permitiu de forma alguma que eu tocasse em seu corpo, e teve muito medo que Ele — Lúcifer — a visse me conceder às revelações; também, ingeriu muita água e fumou cigarros. Mas, depositou em mim toda a sua confiança para libertá-la das Trevas. Ela se foi às 18h32.


A LIBERTAÇÃO DA ALMA DE ALESSANDRA

A experiência a seguir, ocorreu no vigésimo sexto dia, nono mês, ano dois mil e cinco (em breve, farei um vídeo sobre o ocorrido):

À noite eu e a Alessandra (minha esposa) conversávamos tranquilamente... quando de súbito, ela sem motivo algum começou a chorar:

— O que houve?

— Nada.

— Então, por que choras?

— Não sei por que, mas isso me ocorre desde minha infância.

— Hum...

Após analisar a situação, eu lhe perguntei:

— Imagine... se você morresse agora, em seu coração tu creria que a tua alma estaria salva ou Condenada ao Inferno?

— Condenada! [Lc. 12:20]. Ela falou sem hesitar.

— Foi isso o que eu senti, antes de lhe indagar.

Ao ouvir à resposta, eu pedi que ela se sentasse no leito, e pus minha mão esquerda sobre seus olhos, e a destra sobre a cabeça, e pedi que ela tivesse fé, no que iríamos fazer naquele instante.

— Te concentra e visualize... se tu morresses agora, para qual lugar o teu corpo celeste seria levado...

Em seguida, ela hesitou um pouco e...

— Eu, não vejo nada.

— Não desista. Tenha fé, pois você verá.

— Espera Joel, eu estou vendo algo! Vejo o espírito de uma mulher com vestes brancas que, meu Deus... Eu estou vendo alguém que se parece muito, comigo! Eu, ela, sei lá, está em uma espécie de túnel muito escuro, voando por cima de algo parecendo lama ao encontro de uma grande luz... — a lama representa o pecado das almas! [2 Ped. 2:17-22].

Alessandra então falou isso ao ver a personagem chegar à luz...

— Mas... o espírito que eu vi voando sobre a lama, sou eu mesma!

— Eu sei.

— Meu Deus. Que visão maravilhosa! Eu vejo um grande jardim com belas flores, e várias pessoas com vestes brancas, estendendo-me os braços; como se quisessem me receber entre eles.

— Mas o que é isso? Me solta, eu quero ir para a luz...

Nesse instante, uma força estranha que ela não visualizou, puxou o corpo celeste dela para trás, fazendo com que o mesmo retornasse de costas à escuridão [Mt. 7:13-14, Lc. 13:22-28]...

Assim, eu tive a certeza de que a alma de Alessandra estava mesmo cativa nas Trevas, como no início imaginei, e decidi libertá-la de Lá, igual os outros três anjos, libertos através do corpo de Louise. Porém, à libertação seria feita apenas sob a minha responsabilidade. Pois desejei que se cumprisse à palavra do anjo Madalena: — Tu poderás realizar Todas às coisas, apenas dizendo: “Eu posso”. Então, entrelaçamos as mãos e eu repeti os mesmos gestos dos anjos noutrora [Jo. 8:32, 36, 5:21], e selei o ato.

— Amém.

Em seguida, eu pus mais uma vez a mão esquerda sobre os olhos, e a destra na cabeça de Alessandra.

— Vamos lá, use novamente a tua fé, e visualize à tua alma, e o local onde ela se encontra nesse momento...

— Dessa vez eu não vejo nada Joel.

— Acredite você vai conseguir. Pense em Deus e tenha os pensamentos positivos; pois, com certeza tu irás ver alguma coisa.

— Você está certo Joel, eu vejo a minha alma novamente, e ela está tentando sair de um lugar escuro. Mas, tem alguém ou algo que não consigo ver o rosto — Lúcifer —, batendo muito nela que está, meu Deus... ela está acorrentada [Mois. 7:26].

Nesse momento, eu imaginei Miguel, o meu corpo celeste, indo ao encontro da alma dela para libertá-la das correntes...

— Presta atenção Alessandra. Agora eu quero que você imagine a tua alma correndo muito... e sem olhar para trás, para não ser novamente subjugada por Ele — Lúcifer.

— Está dando certo Joel, eu agora vejo a minha alma saindo voando com muita pressa daquele lugar escuro... e finalmente chegando à luz.

— Então?...

— Sim. Agora ela está livre, e foi recebida por aquelas pessoas com vestes brancas que me apareceram na primeira visão [Jo. 8:36].

— Graças a Deus!

— Meu Deus... na luz eu a vejo melhor; e o corpo dela está todo queimado como se fosse carvão.

— Agora eu a vejo encostada a uma árvore, numa espécie de jardim, onde há várias pessoas enfermas. E alguns como se fossem médicos, lhes dá água para beber; e passam remédios no corpo dela, e algumas folhas de plantas para amenizar a dor que ela está sentindo [Apoc. 22:2].

— Tu vês algo mais nesse lugar? — Paraíso.

— Sim. Enquanto a minha alma está sendo socorrida por aqueles médicos, eu vejo algumas pessoas rindo para ela e sem falar nada.

— Tu consegues discernir quem são essas pessoas?

— Consigo. Eu sei que as pessoas que estão à frente de minha alma, já haviam morrido na terra. Entre elas, eu vejo a minha avó e bisavó maternas, e a irmã de minha mãe que faleceu ainda criança.

Enquanto a Alessandra via seus familiares já falecidos, ela também viu que os médicos que estavam cuidando das feridas de sua alma, não deixavam ninguém se aproximar dela. — Pois, primeiro ela tinha que se libertar de todo Mal.

— Muito bem Alessandra. Agora tente visualizar o que a tua alma está sentindo nesse momento.

Gratidão! — sorrimos jubilosos.

Depois desse dia, a Alessandra nunca mais chorou sem motivo.

Quando ela me revelou que chorava desde criança, eu logo senti que o choro vinha da alma dela que sofria muito no inferno. Aliás, era sua própria alma quem chorava no corpo dela. Pois ela sabia que eu podia ajudá-la a sair das Trevas, mas não tinha como me avisar. À libertação do corpo celeste dela se deu, e depois ela foi batizada no mundo espiritual; igual aos outros três que também foram libertos e batizados noutrora.

Nessa mesma época, uma conhecida minha chamada Vera, me falou:

— A minha mãe antes de morrer sofria muito acamada em nossa casa. Então, a minha família orou muito, e pedimos a Deus para findar logo o sofrimento dela. Mas, minutos antes de morrer, ela parecia ter amalucado e gritava muito delirando:

— Me solta. Me solta destas terríveis correntes, pois eu quero morrer em paz.

— Não amarramos à senhora minha mãe, e não há nada que à prenda.

— Não, me solta seus... — palavrões.

— Porém Joel, até hoje não sabemos por que ela agiu assim; pois “não havia nenhuma corrente em seu corpo”. Em seguida, ela morreu. Mas eu sinto que a alma dela está num bom lugar!

Nessa tarde, eu me calei frente à ingenuidade da filha [Lc. 12:20].

No dia dezenove de dezembro do ano dois mil e cinco, eu senti pela primeira vez no corpo de Alessandra, à presença do seu corpo celeste, Eva, o quarto espírito liberto das Trevas, até esse dia.

No dia vinte e um de novembro do ano dois mil e seis, eu batizei a Alessandra e a mãe dela num riacho, após eu retornar à minha terra natal [Mc. 16:15, 16, 9:39, 40, Lc. 20:2-8].


A LIBERTAÇÃO DA ALMA DO ALAN

Na verdade, não foi apenas uma, mas, três, foram as almas libertas do Inferno; ao anoitecer do nono dia, terceiro mês, ano dois mil e oito; o texto original foi adaptado, para atender às necessidades desta página.

Atendendo a um pedido de minha atual e digníssima esposa, Alessandra, à noite me encontrei com o Alan, irmão de uma conhecida, Paula, que estava no oitavo mês de gestação. Havia três dias que ele contou isso para ela:

“Nunca tenho sorte com as mulheres, e tudo que faço dá errado. Não cobiço os bens alheios, e, creio e tenho muita fé em Deus. Embora eu tenha sido batizado na igreja... — a primeira, e também frequentado a Igreja de Cristo (Mórmon); eu nunca me agreguei a nenhuma delas, pois, na verdade eu só acredito no que está escrito na bíblia.

Porém não sei o que acontece comigo, pois desde criança eu vejo espíritos negros à minha frente, eles me circundam aonde quer que eu esteja; em especial, um deles que me aparece sempre. Não sei se ele é do sexo feminino ou masculino, todavia, tal espírito logo tenta se evadir do local, após eu afirmar já tê-lo visto.

Além disso, eu sinto algo pesado sobre o meu corpo... como se fossem duas corcovas; uma em cima de cada omoplata. Eu só sei que é algo muito grande! Mas não o que é, ou, o que representa.

Noutrora sonhei com um personagem cujo esplendor e aparência eram radiantes. Eu não vi o rosto dele, pois uma grande luz o encobria. Em seguida, vi dois anjos, um deles cobriu com o braço esquerdo sua face... de modo que eu não pude vê-la, mas senti que estava desfigurada; o outro tinha uma aparência bela, e com seriedade me perguntou:

Tu queres que se cumpra aqui na Terra, ou não?

No momento eu desdenhei a pergunta dele, pois não o compreendi. Porém, ele extremamente sério me repetiu as mesmas palavras... Aí, senti que ele falava sobre algo que eu tinha que optar ainda em vida, e que morreria se não decidisse logo.

— Quero que se cumpra aqui na Terra! Pois, desejo viver mais algum tempo. Falei, e então acordei”.

Após ouvir o Alan, fiz de tudo para conquistar a confiança dele: contei para ele à experiência que tive com um membro da Igreja de Cristo (Mórmon), que foi levada a contemplar à entrada do Inferno; com os dois personagens negros que me provocaram uma terrível dor nas costas (descrito no Talk. 6.); e como libertei das Trevas, a alma de Alessandra.

Em seguida, revelei o significado do sonho que ele teve:

— O primeiro personagem visto por ti, fora o próprio Deus, pois a sua imagem é como uma luz; o que lhe escondeu o rosto, é um espírito oriundo das Trevas; o outro de aparência bela, um Mensageiro de Deus.

— O Mensageiro te propôs decidir, se a libertação do teu corpo celeste que está cativo nas Trevas, deveria ocorrer por agora na Terra, ou, após a tua morte. Portanto, se tu escolhesses que seria após a morte, morrerias naquele instante por ataque cardíaco; pois, à libertação do teu corpo celeste, ocorrerá de qualquer forma.

— As “corcovas” que te pesam nas costas, representam as asas que o teu corpo celeste possuía, antes dele ser levado cativo às Trevas. Não obstante, ele precisa ser liberto, para depois se tornar novamente o teu Anjo da Guarda; e então, as asas lhes serão restituídas e findará as tuas dores.

— Você Alan, tens o Dom de discernir os anjos e os espíritos malignos! Mas não tema ao vê-los, porque eles não podem lhe fazer nenhum mal; pois, tu estás Protegido.

Enquanto eu lhe falava numa praça, a Alessandra distraía uma das irmãs do Alan, que estava curiosa para saber sobre o que conversávamos.

— Tu estás disposto a libertar a tua alma, como optastes no sonho?

— Sim. O que eu preciso fazer?

— Vamos ao meu apartamento, pois lá o instruirei...

Então, o instruí e mandei se sentar numa cadeira no centro da sala... e, lhe ungi a cabeça, a testa e o coração com o óleo Consagrado; e ficamos um à frente do outro, entrelaçando as mãos e de olhos fechados. Em seguida, pedi a Deus pela libertação do corpo celeste dele, mas não fui bem-sucedido. Porém, ele já estava em transe.

— Eu vejo apenas escuridão no local onde o meu corpo celeste está cativo Joel!

Então, pus uma mão na cabeça e a outra no coração do Alan, desejando trazer ao corpo dele... o espírito que ele via sempre desde criança. Aí, ele ficou imóvel, e o corpo parecia estar sem vida.

— Abra os olhos e olha para mim — falei, para que eu pudesse discernir quem estava em seu corpo. Ele os abriu, porém...

— Os teus olhos estão vermelhos Joel! — Ele falou quase igual à Louise noutrora (descrito no Talk. 5.).

A Alessandra após despistar a irmã dele, ela bateu na porta, e entrou na sala nos olhando com cautela... Olhei para ela, e depois para o Alan; e de supetão... senti que havia um espírito maligno no corpo dele, e falei:

— Eu já o discerni! Manifesta-te por completo. — O vi num repente, igual ao Alan.

O demônio então se manifestou... e logo fitou meus olhos; e começou a falar, como se me lançasse encantos num dialeto estranho.

— Tu não me farás nenhum mal com a tua magia! — falei.

O demônio então olhou para a Alessandra sentada no sofá e...

— Nem a ela tu farás mal. Pois, estamos Protegidos.

Ele recuou após eu lhe afirmar isso... e novamente me lançou magias.

— Não fale assim, mas em minha língua no sotaque português!

Ordenei-o com destemor, porém o mesmo continuava a falar num dialeto estranho, e me fitando os olhos...

Então, mudei de tática.

— Alessandra, vá até a cozinha e pega um copo com água corrente...

O demônio se calou, e esbugalhou os olhos...

Em seguida, ergui o copo e orei a Deus, pedindo que Ele abençoasse a água que, seria usada contra o demônio; qual se mostrou apreensivo e muito assustado com a minha atitude. Então, ao vê-lo temeroso, lhe falei:

— Eu não te quero mal, e não desejo lhe causar nenhum sofrimento. Sei que fazes o Mal, porque tu és mandado por Ele, Lúcifer, e tens que cumprir às ordens Dele. Porém, o quê vós quereis que eu te faça? Que te borrife a água abençoada e te queime o corpo, ou, a dê a ti para aliviar a tua sede?

Aí, o demônio chorou em total descontrole emocional... acenou a cabeça aceitando a água, e finalmente falou no sotaque português:

— Dá-me a água para bebê-la. Pois há muito tempo eu não sei qual o sabor de tê-la em minha garganta!

Enquanto ingeria a água com sofreguidão... e quase se sufocava com o líquido que lhe escoria pela boca... o demônio chorava copiosamente num misto de histeria e psicose; então, lhe falei:

— No momento que te vi manifesto no corpo do Alan, senti que era você, o espírito que o circundava desde criança.

— Sim, era eu mesmo!

— Se tu desejares, eu também te libertarei do Inferno.

— Todos os cativos desejam ser Libertos! Lá — no Inferno — é muito quente. Mas em sua casa é diferente. Aqui têm muita paz!

— Muito bem. Só que antes você terá que cumprir uma missão.

— Qual?

O texto completo pode ser conferido neste vídeo inédito:

 


O ARCANJO MIGUEL, E A CHAVE DOURADA

A experiência abaixo, ocorreu no quinto dia, do segundo mês, no ano dois mil e onze

Ao vir morar na capital de São Paulo, conheci duas Marias: uma delas, é a Ana Maria, uma mãe omissa na criação dos filhos, ela se achava salva após o batismo; em tudo que ela fazia, era comum ouvi-la dizer: Oh, Senhor Amado!

A outra, Maria de Fátima, uma mulher que não frequentava igrejas, e nunca fora evangelizada, então, de supetão, sentei-me à frente da porta da casa dela, e lhe falei junto ao seu companheiro; sem imaginar o resultado da minha pregação nessa noite:

Aflita em extremo, Fátima me confiara, à libertação da sua alma do inferno, igual o anjo Madalena.

— Sim, eu posso e vou te ajudar! Acalma-te, e espera nossa “santa” vizinha – Ana Maria – ir à igreja essa noite; pois, não gostaria que ela, ou qualquer outra pessoa nos visse [Filip. 3:2, Lc. 5:14, 8:56, Mt. 7:6, 6:1-8].

— Tudo bem, mas liberte-a; quando tu achares que é a hora, eu estarei pronta; mas, pelo amor de Deus, me ajuda, eu sei que tu podes [Mc. 9:23].

À fé da Fátima em mim, se assemelhou à do centurião de outrora [Mt. 8:5-10].

— Ontem à noite, falei sobre uma mulher que havia deixado à jaula aberta facilitando à fuga da alma do meu filho Michel; e após tua reação Fátima, discerni que talvez ela seja à tua alma, e não à da minha legitima mãe terrena como imaginei.

— Peço-te que nos liberte deste sofrimento Joel, me ajuda, pois, sei que há algo oculto em mim me perturbando a mente; somente tu podes me ajudar; diz que sim, me liberta.

Desesperada Fátima me pedia que a socorresse [Sal. 25:18], deixando-me pasmo com a reação dela.

— Tenha calma, porque, iremos mexer com forças além da nossa compreensão e, não sabemos o que nos espera; à noite nos vemos.

Em seguida, eu, que há muito não fazia jejum, devido a minha incapacidade física, me submeti a fazê-lo; pois, senti que ia necessitar desse fortalecimento espiritual para libertar a alma dela.

Às 19 horas encerrei o jejum, achando que não ia poder mais libertá-la, pois muitos convivas do marido dela ainda circulavam no quintal... ingerindo bebidas alcoólicas; a Alessandra o Michel e a Fátima estavam na frente da casa, então, jantei e me uni a eles.

— Tu bebeste hoje Fátima? — perguntou Alessandra.

— Somente encostei o copo na boca, mas não tive vontade; na verdade, eu gostaria que todas essas pessoas me deixassem em paz, e fossem embora.

Alessandra a massageava na nuca que ainda doía, então, se juntou a nós, o embriagado marido dela com um copo de cerveja na mão, dizendo.

— Ontem à noite, quando tu puxaste a cadeira e se sentou, eu não acreditei, pois, és mui reservado; e começando a falar, eu vi um anjo no teu corpo, e não a tua pessoa Joel.

— Dá para você falar baixo, — disse-lhe a Fátima — pois eu estou com dor de cabeça; porque tu não paras de beber, e pede aos convivas para se retirarem?

— Ontem à noite, após vocês irem embora, eu tomei um banho e, em seguida, vi a Fátima dormindo e me aproximei dela, tentando ter relações sexuais; mas, por incrível que pareça, não era ela quem estava no corpo; pois, quando a toquei, ela retirou a minha mão da sua cintura, e disse: — Tira a mão de mim seu..., ela jamais me falou um palavrão ao se recusar a ter relações sexuais comigo e...

— Calado, você está me irritando. Isso lá é coisa que se fale? Eu não me lembro de ter lhe dito essas coisas.

O marido, porém, repetiu mais quatro vezes o mesmo assunto, e, em seguida, eles começaram a discutir, até que os convivas começaram a deixar o local...

— Calma. — falei ao casal.

— Deixa-me sair daqui Joel, pois tu me hipnotizas e deixa sonolenta, se você não me ajudar logo em vou enlouquecer, pois não suporto mais tanta aflição.

Ao vê-la andando desesperada de um lado para o outro, resolvi libertá-la mais rápido possível.

— Entra logo, pois libertarei a tua alma, antes que tu tenhas um colapso nervoso.

Alessandra e o casal entraram na casa onde morávamos... porém, ao perceber que a “santa” Ana Maria já havia retornado da igreja, resolvi fazer à libertação na casa da Fátima mesmo, para evitar que a vizinha visse ou escutasse algo através da janela.

Em seguida, ficamos na cozinha, enquanto a Alessandra vigiava as crianças no quintal — o meu filho e o da Fátima.

— Por favor, — falei ao marido — retire o copo de cerveja da mesa.

Ele tirou, despejando-a na pia da cozinha.

— Embora tu nunca tenhas passado por isso, eu gostaria Fátima que ficasses calma e deixe que eu te conduza... pois, sei como agir. Tu estás em boas mãos!

— Agora te ungirei com o óleo Consagrado, igual fazem os pastores nas igrejas, e, tu, imagines Deus com uma veste branca, e uma grande luz encobrindo seu rosto; não abras os olhos até que eu te peça, tudo bem?

— Sim, eu estou pronta!

Em seguida, ungi a cabeça, testa, o coração, e a nuca dela que ainda lhe provocava dores; e chamei-a pelo nome:

— Maria de Fátima... De posse dos Poderes do Sumo-sacerdócio de Melquisedeque do qual sou portador, e dos que me foram conferidos pelo anjo; declaro que estou te ungindo com o óleo Consagrado, para à cura e benção dos enfermos; e, faço o Selamento da unção, em Nome de Jesus Cristo. Amém.

Ela ficou imóvel; e o marido permaneceu calado, ainda sob o efeito do álcool, só nos observando.

— Pensa em Deus, imagine à imagem Dele como lhe falei antes, agora, deixa que Ele — Deus — te leve ao local onde tua alma está cativa.

Fátima permaneceu calada.

— Tu já consegues ver a tua alma?

— Não.

— Você pode! Acredita no que faz.

— Eu não consigo. — Fátima agiu igual a Alessandra, quando libertei a alma dela.

— Sim. Você pode! Tenha fé.

Em seguida, Fátima me surpreendeu falando ao marido:

— Deixa-nos a sós, pois, a tua presença me atrapalha!

Acenei-lhe com a cabeça, concordando com o pedido dela, e ele saiu frustrado... — afinal, eu também não gosto de espectadores.

— Agora, Fátima, tenta novamente visualizar a tua alma...

— Hum... eu não consigo.

— Você pode!

— Mas, não vejo nada.

— Tudo depende da tua fé...

— Não adianta Joel, eu não posso.

— Sim pode! Diga três vezes: Tudo posso, pois, o Senhor me fortalece! [Filip. 4:13, Joel 3:10, 2 Cor. 12:10]. Pois, tu verás algo. — ela fez conforme lhe falei, porém:

— Eu não vejo nada Joel.

Nesse instante me lembrei de Davi, falando ao Senhor que não o deixasse ser envergonhado [Salm. 119:116], e, orei assim:

— Senhor, não me deixa ser envergonhado, socorra-nos em aflição; ouve o teu Servo e, vinde conduzir à Fátima ao cativeiro da alma dela; faz cumprir à palavra do teu anjo, quando afirmou que eu salvaria muitas pessoas.

Em seguida, chorei, sem que a Fátima percebesse, desejando que Deus me ouvisse [Jo. 9:31, 33]; então:

— Espera Joel, eu estou vendo algo!

— O quê?

— Têm alguém aqui comigo!

— O que estais vendo? A tua alma? Lúcifer? Fogo?

— Não, não, é... um ser vestido de branco.

— Ele tem asas? Transmite-lhe paz?

— Não, não tem asas, mas, sinto que ele é bom, pois me transmite isso.

— Vês o rosto dele?

— Não consigo.

— Ele lhe diz alguma coisa?

— Não me fala nada, ele, ele, ele está em pé, só me observando...

— Pois, o próprio Deus veio em espírito lhe socorrer [Ét. 3:7-17]. Você está vendo o Túnel?

— Sim, sim, eu o vejo! Aqui é um lugar lindo, — o Paraíso — eu estou sentindo uma paz indescritível.

Fátima ficou tão deslumbrada que, à aflição dela cessou.

— Tu consegues vê a tua alma? — ela silenciou alguns segundos... então:

— Não, eu não a vejo!

— Olha para trás, e veja onde ela está.

— Não, eu não posso!

— Sim, pode.

— Não, eu não quero.

Ficamos assim: eu pedia que olhasse, e ela relutava; até que pensei: “Meu Deus, o que está acontecendo, por que ela não olha para trás? Assim não poderei cumprir esta missão”.

— Tenta olhar a tua volta, você precisa ir ao local onde está cativa a tua alma.

— Não, eu não quero.

— O Ente Supremo — Deus — ainda está aí contigo?

— Sim, está ao meu lado!

— Peça a ele que lhe diga onde está a tua alma.

— Ele me olha calado.

— Inquira-o com a mente.

— Não, eu não posso! — À impureza dela a retraiu [Ét. 3:8, Isa. 6:5].

— Então, pega na mão Dele e peça que a leve ao cativeiro da tua alma.

Fátima novamente se calou por alguns segundos... e, em seguida:

— Meu Deus Joel, Ele me trouxe para um local escuro, é muito quente.

— Tu consegues vê a tua alma, Lúcifer ou à luz do fogo?

— Não, eu estou só! Espera, têm alguém se aproximando... e eu estou apavorada.

— Saia daí depressa, corra e não olha para trás.

— Estou correndo e não olho... mas sinto a presença Dele — Lúcifer.

— Não tenha medo, pois o meu corpo celeste – o Arcanjo Miguel – está aí contigo.

— Eu também sinto a tua presença aqui Joel... Espera, o que é àquilo?

— O quê vós vedes?

— Estou me aproximando... O que é isso?

— Encontrou a tua alma?

— Meu Deus Joel, eu, eu...

— Diz-me logo o que vês.

— Vejo uma imensa jaula. Mas, o que é isso?

— O que está acontecendo?

— Me tira daqui Joel, aqui faz um calor terrível, estou toda suada; eu quero sair daqui, me tira logo...

— Acalma-te, pois, o meu corpo celeste continua aí te protegendo.

— Não, eu quero sair daqui... — Enquanto o espírito da Fátima falava no inferno, os olhos do corpo mortal dela vertiam lágrimas aqui na terra.

— Presta atenção: tu foste levada ao cativeiro da tua alma, agora precisamos libertá-la...

— Eu vou tentar, mas aqui está muito quente e escuro.

— Siga minhas instruções: já que tu foste até , agora tens que libertá-la; repita três vezes: Eu sou forte, pois o Senhor me fortalece, e tu serás fortalecida.

— Eu sou forte, pois... ela repetiu.

— Muito bem, agora te aproxima da jaula.

— Eu estou indo, eu estou... Meu Deus!

— O que aconteceu?

— Meu Deus... vejo muitos cativos me estendendo as mãos...

— Não... — ela gritou.

— Calma, eu estou aí contigo!

— Os cativos me estendem as mãos, porém não consigo ver seus rostos; eles têm um odor estranho, — carne queimada — me tire daqui eu estou sonhando; me tira logo desse pesadelo Joel, eu quero sair...

— Não, não está, continua firme; só você poderá libertá-la.

— Mas... tem muitos enjaulados aqui, não sei quem é a minha alma, pois eles estão todos negros, igual carvão.

— Meu Deus...

— O que foi?

— Sinto que a minha alma está nessa jaula, porém existem mais dois entes queridos meus juntos com ela; não consigo saber quem é.

— Há como abrir a jaula?

— Hum... as barras são grossas, e, a entrada está circundada por uma imensa corrente com cerca de meio metro; e um cadeado de doze por quatro centímetros.

— Há como quebrar a corrente?

Nesse momento, eu segurei as mãos da Fátima, e juntos fizemos um imenso esforço para quebrá-la, sem êxito.

— Não dá, o que vamos fazer para abrir o cadeado?

— Olha para o teu lado. — falei.

— Olhei!

— Quem tu vês?

— Vejo aquele ser vestido de branco, mas ainda não consigo ver o rosto Dele.

— Ele é o meu corpo celeste! Não te falei que eu estaria aí contigo?

— Sim, falaste. Mas como eu vou abrir a jaula?

— Olha para trás, e veja o que o meu corpo celeste tem na mão.

— Olhei... Meu Deus, Ele tem uma chave dourada Joel [Ap. 1:18].

— Peça a Ele que a dê a ti. — Ela silenciou.

— Deu?

— Eu estou com muito medo, e não consigo lhe estender a mão.

— Ajudar-te-ei aqui na Terra.

Então, peguei a mão dela e forçadamente lhe estendi o braço... [Ét. 3:6-8].

— Consegui pegar a chave Joel!

— Muito bem, agora abra o cadeado.

— Meu Deus, eu estou tentando, mas eles — os cativos — me estendem as mãos... e atrapalham de pô-la no cadeado.

— Você tem que conseguir.

— Eu estou tentando, mas a carne deles me cheira mal.

— Abra, você pode!

— Quase consegui. Meu Deus, eles batem em minhas mãos...

— Abra logo.

— Não dá, o cadeado tem muitas voltas... parece enferrujado e endurecido.

— Ajudar-te-ei de onde estou.

Então, peguei as mãos dela e, juntos forçamos e giramos a chave...

— Meu Deus...

— O que foi Fátima?

— Sinto novamente a presença Dele, — Lúcifer — preciso sair logo daqui.

— Não, vamos continuar forçando a chave...

— Conseguimos — disse ela — o cadeado se abriu.

— Rápido, pega na mão da tua alma e saia correndo daí.

— Não sei quem ela é, pois são todos negros.

— Na verdade, eles estão todos queimados igual carvão!

— Não sei a quem pegarei, pois tem muitas mãos em minha direção... todos estão tentando fugir juntos da jaula, mas não conseguem.

— Não desista. Você vai conseguir!

— Então, pelo amor de Deus me diz como Joel, pois, estou apavorada.

Nesse momento, mentalmente pedi a Deus que guiasse a mão dela em direção à da sua alma; o suor escorria pelo meu corpo ante a situação... pois eu tinha que tirá-la das Trevas, antes que o Lúcifer chegasse e também a enjaulasse.

— O que vamos fazer Joel? Eu não sei em qual mão vou pegar?

A história completa pode ser ouvida neste vídeo:

Alguém aí, ainda tem dúvidas de que o Inferno realmente existe?